
Já havia anoitecido faziam cerca de meia hora e a garota devia estar abrigada em seu lar, aquecendo-se em frente a uma lareira. Mas ao invés disso, ela encontrava-se largada em uma avenida, observando o vai-e-vem dos carros, enquanto as lágrimas deslizavam pela sua pele branca e gelada.
Em sua cabeça, um curto filme rodava, mostrando partes de um romance eterno. Em seus ouvidos, ouvia-se a música deles. A música do momento em que ela o viu pela primeira vez, a música que formou o primeiro beijo, e a música do fim de tudo.
“Onde erramos?” Ela se perguntava, inconformada com o fim de algo tão belo. Fora tudo tão rápido que a garota mal havia entendido se aquilo realmente tivesse se encerrado.
Lágrimas e mais lágrimas vieram a tona outra vez, e desta vez elas pareciam cortar sua face.
Por quê? Por quê? Não era para ser assim, o show não podia acabar! Era eterno, não?
As promessas tomaram conta de sua mente, e então, no meio daquela avenida cortada pelas luzes que corriam noite adentro, ouviu-se ecoar, baixo e mansamente.
“Eu e você. Juntos. Andando rumo a eternidade, e seus dedos estarão sempre entrelaçados aos meus. Nem mesmo a morte poderá mudar. Eu prometo.”
-Não, esse texto não é meu, é da Julia Souza. Postei porque eu acho ele muito bonito, e porque eu chorei da primeira vez que li, é.
Vou deixar a comunidade dela aqui, tem vários textos lindos lá. Vale a pena conferir. Beijos :*
